Morrissey emociona em SP

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As cerca de 8 mil pessoas que testemunharam a última apresentação da turnê brasileira do cantor e compositor britânico Morrissey, domingo, no Espaço das Américas, em São Paulo, tiveram sorte – e saíram de alma lavada. O ex-líder dos Smiths parecia mais à vontade, e interagiu mais com a plateia do que nos shows no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte – embora o repertório tenha sido idêntico nos três concertos.
Conhecido pelo temperamento blasé, Morrissey dessa vez declarou seu amor pela capital paulista, disse que não queria ir embora, tocou na turma do gargarejo e chegou a se prontificar a responder perguntas – “Any questions?”, dirigiu à plateia, em determinado momento.
O show foi emocionante – apesar de alguns problemas no som. À frente de uma banda afiadíssima, trajando camisetas com os dizeres “Assad is shit” – mensagem nada simpática ao presidente sírio, Bashar Assad –, Morrissey cantou – de forma impecável – sucessos da carreira solo, como “First of the Gang to Die”, “You Have Killed Me”, “Everyday Is Like Sunday” e “You’re the One for Me, Fatty”, entre outros, ao lado de seis hinos dos Smiths – “Still Ill”, “Meat Is Murder”, “I Know It’s Over”, “There Is a Light That Never Goes Out”, “Please, Please, Please Let Me Get What I Want” e “How Soon Is Now?”.
Os destaques: a performance belíssima em “I Know It’s Over”, a plateia entoando “There Is a Light That Never Goes Out” a plenos pulmões e a camisa arrancada e jogada para o público durante “Let Me Kiss You”. Os pontos negativos: a execução arrastada e o vídeo apelativo em “Meat Is Murder” e a não inclusão de músicas indispensáveis, como “Shoplifters of the World Unite”, “Suedehead”, “Ask” e “The Boy With the Thorn in His Side”, entre outras. Mesmo assim, foi ótimo.

                                   

Posted by Andréa T. on 11:47. EM . RSS 2.0. VOCÊ PODE DIZER O QUE ACHOU DO POST! COMENTE..

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